A morte do jornalista e apresentador Erlan Bastos, aos 32 anos, abalou profundamente o país e gerou uma onda de comoção que tomou conta das redes sociais, redações e emissoras de televisão. Conhecido por sua postura firme, seu estilo direto e sua coragem ao abordar temas delicados, Erlan construiu uma carreira marcada por autenticidade e impacto. Sua partida repentina deixou muitas perguntas no ar, especialmente sobre o que realmente aconteceu nos meses que antecederam sua internação. Agora, com informações confirmadas pela família e por veículos de imprensa, é possível compreender com mais clareza a causa da morte e os fatores que agravaram seu estado de saúde.
Erlan Bastos morreu em Teresina após complicações de uma tuberculose peritoneal, uma forma rara e grave da doença. A condição afeta o peritônio, membrana que reveste a cavidade abdominal, e costuma evoluir de maneira silenciosa, o que dificulta o diagnóstico precoce. Por ser uma manifestação incomum, muitos pacientes só descobrem a doença quando ela já está em estágio avançado, tornando o tratamento mais complexo e aumentando o risco de complicações. No caso de Erlan, a evolução foi rápida e agressiva, surpreendendo até mesmo profissionais de saúde que o acompanharam.
Os primeiros sinais de que algo estava errado surgiram ainda no final de 2025. Erlan começou a sentir dores intensas, fraqueza e episódios de mal-estar que se tornaram cada vez mais frequentes. Em uma transmissão ao vivo, ele chegou a passar mal diante das câmeras, o que preocupou telespectadores e colegas de trabalho. Naquele momento, ele foi levado ao Hospital de Emergência de Macapá, onde recebeu os primeiros atendimentos. No entanto, seu quadro clínico continuou piorando, exigindo transferência para o Hospital Natan Portella, no Piauí, referência no tratamento de doenças infecciosas.
Foi no Piauí que Erlan recebeu o diagnóstico definitivo de tuberculose peritoneal. A doença, embora causada pela mesma bactéria da tuberculose pulmonar, se manifesta de forma diferente, atingindo o abdômen e provocando inflamação severa. Os sintomas incluem dor abdominal persistente, febre baixa, perda de peso, inchaço e acúmulo de líquido na região. Por serem sinais que podem ser confundidos com outras condições gastrointestinais, o diagnóstico costuma ser tardio. O tratamento exige meses de medicação contínua e acompanhamento rigoroso, mas, em casos avançados, as chances de recuperação diminuem significativamente.
Enquanto enfrentava a doença, Erlan continuava sendo lembrado por sua trajetória marcante no jornalismo. Nascido em Manaus, ele começou sua carreira ainda jovem, trabalhando em web rádios e pequenos veículos de comunicação. Com o tempo, ganhou espaço em emissoras regionais e nacionais, sempre chamando atenção por sua postura firme e sua capacidade de abordar temas polêmicos com clareza e coragem. Atuou na Record, TV Meio e, mais recentemente, na NC TV Amapá, onde apresentava o programa Bora Amapá.
Além da televisão, Erlan se destacou no portal Em Off, onde assinava colunas de entretenimento e bastidores. Sua presença nas redes sociais também era forte: ele produzia análises, denúncias e comentários que frequentemente viralizavam. Sua forma direta de comunicar, aliada ao compromisso com a verdade, fez dele uma figura respeitada e, ao mesmo tempo, temida por quem preferia evitar exposição.
A notícia de sua morte rapidamente se espalhou e se tornou um dos assuntos mais comentados do país. Colegas de profissão, artistas, influenciadores e fãs prestaram homenagens emocionadas, destacando sua autenticidade, sua coragem e sua dedicação ao jornalismo. A NC TV Amapá lamentou profundamente a perda, afirmando que, mesmo em pouco tempo, Erlan deixou uma marca significativa na emissora e no público local.
Sua partida precoce deixa um vazio difícil de preencher. Erlan Bastos não era apenas um apresentador; era uma voz ativa, crítica e necessária no cenário da comunicação brasileira. Sua história de superação — desde a infância humilde até o reconhecimento nacional — continuará inspirando novos profissionais. Seu legado permanece vivo nas reportagens que produziu, nas denúncias que trouxe à tona e na coragem que demonstrou ao longo de toda sua carreira.

